Bem Vindo(a)!

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vida



De repente eu me senti viva
Vi cores onde só enxergava cinza
E senti vida, sim, vida
Alegria, paz e esperança
Quando o mundo inteiro parece te dar as costas
E você sente solidão, vazio
Basta abrir bem os olhos 
E enxergar quanto amor existe em nossa volta
Mas nós só estamos preocupados com nossos próprios umbigos
Com nossos próprios problemas
Com as feridas do nosso coração
E esquecemos que o amor vem de uma fonte inesgotável
Da qual podemos beber sempre e o quanto quisermos
E o que nos custa compartilhar se tanto temos e mais ainda podemos ter?
Se ao dividir multiplicamos
Cuidar, ouvir, compartilhar, doar, esperar, agradecer,
Enfim, amar.
Então, se vê a esperança
Os olhos brilhantes
E o coração cheio de entusiasmo
Entusiasmo por um mundo novo
Por uma vida melhor
Esses são meus pensamentos
Pensamentos soltos
Mas cheios de alegria
Por abrir mão das minhas próprias feridas
Para cuidar das de outros
Também feridas da alma, não só do corpo.

Sâmia Monteiro

domingo, 11 de setembro de 2011



Se compreendesses o Dom de Deus,
Se compreendesses o amor que Deus tem por ti
Se descobrisses o que Ele quer te presentear
Se compreendesses como te amo,
Se compreendesses como te amo
Deixarias de viver sem amor
Se compreendesses como te amo
Se compreendesses como te amo
Deixarias de mendigar qualquer amor
Se compreendesses como te amo, como te amo
Serias mais feliz
Se compreendesses como te busco
Se compreendesses como te busco
Deixarias minha voz te alcançar
Se compreendesses como te busco
Se compreendesses como te busco
Deixarias que te falasse ao coração
Se compreendesses como te busco, como te busco
Escutarias mais minha voz
Se compreendesses como te sonho
Me perguntarias o que espero de ti
Se compreendesses como te sonho
Buscarias o que tenho pensado para ti
Se compreendesses como te sonho, como te sonho
Pensarias mais em mim


sábado, 10 de setembro de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Perdas Necessárias 

Deixa partir
O que não te pertence mais
Deixa seguir o que não poderá voltar
Deixa morrer o que a vida já despediu
Abra a porta do quarto e a janela
Que o possível da vida te espera
Vem depressa que a vida precisa continuar
O que foi já não serve é passado
E o futuro ainda está do outro lado
E o presente é o presente que o tempo quer te entregar

Fala pra mim
Se achares que posso ouvir
Chora ao teu Deus se não podes compreender
Rasga este véu do calvário que te envolveu
Tão sublime segredo se esconde
Nesta dor que escurece o horizonte
Que por hora impedem os teus olhos de contemplarem 
O eterno presente do tempo 
O ausente o presente em segredo 
Na sagrada saudade que deixa continuar

Deixa morrer o que a morte já sepultou 
Deixa viver o que dela ressuscitou 
Não queiras ter o que ainda não pode ser 
É possível crescer nesta hora 
Mesmo quando o que amamos foi embora 
A saudade eterniza a presença de quem se foi 
Com o tempo esta dor se aquieta 
Se transforma em silencio que espera 
Pelos braços da vida um dia reencontrar.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Meu vício agora



Não vou mais falar de amor,
De dor, de coração, de ilusão.
Não vou mais falar de sol,
Do mar, da rua, da lua ou da solidão.
Meu vício agora é a madrugada,
Um anjo, um tigre e um gavião
Que desenho acordada
Contra o fundo azul da televisão.
Meu vício agora é o passar do tempo
Meu vício agora
Movimento, é o vento, é voar... 
É voar.
Não vou mais verter
Lágrimas baratas sem nenhum porque.
Não vou mais vender 
Melôs manjadas de Karaokê.
E mesmo assim fica interessante
Não ser o avesso do que eu era antes.
De agora em diante ficarei assim:
Desedificante.
Meu vício agora é o passar do tempo
Meu vício agora
Movimento, é o vento, é voar... 
É voar.

Meu vício agora - Kid Abelha.

terça-feira, 10 de maio de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

" De tudo ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro."

Fernando Sabino, O encontro marcado.

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